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Bastião Compilado – 06/02/2025

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Bastião Compilado – 06/02/2025

Brasília, O Grande Circo: Eleições 2026

Excelentíssimo leitor, nosso país deteriora para um abismo sem fim. As projeções e especulações para 2026 não são nada boas. Especialmente quando podemos, talvez, repetir o cenário americano, reelegendo Jair Messias Bolsonaro ou quem ele consagrar como seu arauto messiânico. Arranjos e apertos de mãos já estão sendo feitos nos bastidores do picadeiro chamado Brasil.

E isso ainda não é o pior. Calma, sempre pode piorar: candidatos como Gusttavo Lima, Pablo Marçal e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, além do ex-presidente ainda cogitar Flávio e Michelle Bolsonaro. O super acordo que pode tornar Bolsonaro elegível é o terror da esquerda, o atraso para o país e, acima de tudo e todos, o desastroso Centrão elegendo Alcolumbre como presidente do Senado. Se você tinha esperanças de melhoria, sinto muito, a solução para o Brasil é um meteoro ao estilo do filme “Não Olhe para Cima”, nesse caso: “Não olhe para Brasília”.

Parece que um grupo de deputados do PL, com o empurrãozinho de parte do Centrão, está se movimentando para trazer Bolsonaro de volta ao jogo político. O problema? O ex-presidente está inelegível até 2030, cortesia do TSE, que o condenou por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, tudo por conta daquele famigerado evento oficial em que ele resolveu semear dúvidas sobre as urnas eletrônicas. Resultado: caiu na Lei da Ficha Limpa.

Mas a ironia da política brasileira nunca decepciona. Agora, figuras em Brasília querem justamente mexer na Lei da Ficha Limpa, a mesma que, no passado, teve apoio de muitos deles. A missão é clara: reduzir de oito para dois anos a inelegibilidade por crimes eleitorais. Se o plano der certo e o Congresso aprovar a mudança até outubro, Bolsonaro poderia voltar a disputar eleições já em 2026.

O famoso “jeitinho brasileiro” não é novidade. Lá em 1997, o Congresso reescreveu as regras da reeleição para permitir que Fernando Henrique Cardoso buscasse um segundo mandato. Na época, chegaram a pipocar denúncias de compra de votos, mas, no fim, o projeto passou. Ou seja, mudar as regras com o jogo em andamento parece ser um velho costume da nossa política — e, pelo visto, continua firme e forte. Por quê? Não olhe para Brasília.

O cenário político brasileiro está incerto e, acima de tudo e todos, à beira do colapso das instituições democráticas, se ainda podemos chamá-las assim. À guisa de informação, o governo Lula se esforçou bastante para realizar uma governança vergonhosa e infausta. Como ele mesmo disse em um vídeo: “O Governo não entregou o que prometeu”. De picanha para abóbora, de cervejinha para imposto, de compras para taxas, de poder de compra para desvalorização do real, de combustíveis para mais impostos, de dólar nas alturas para o agro. Ah, não podemos esquecer: a culpa é sempre dos outros — da taxa de juros, dos empresários, do Zezinho, do Joãozinho — e assim segue a novela, alimentada pela “mídia estatal embuçada de imprensa” e pelos “idiotas úteis”, que afloram o manancial lamacento que suga para um atoleiro os brasileiros desavisados que ainda depositam fé no homem de nove dedos.

E agora o presidente diz que não tem planos para concorrer em 2026. Claro, se tivesse, seria um louco. Mas existem esperançosos que dizem que ele está apenas testando sua popularidade. Seja como for, o governo Lula entregou a presidência para qualquer um que tenha um pouco de popularidade e populismo. Veja o exemplo de Goiás: a tentativa de cassar Caiado, impedindo um candidato forte ao pleito. Simplesmente, a esquerda perde para qualquer concorrente, exceto um. Se você pensou em Jair Messias, acertou.

A tentativa de colocar o ex-presidente no pleito pode colocar nosso país nas mãos do PT mais uma vez. Isso sem mencionar as figuras controversas e polêmicas que insistem em colocar seu nome nos anais políticos. Veja bem, leitor: Bolsonaro passou seu mandato inteiro envolto em polêmicas e jargões arrastados. Agora, no governo Lula, continua enredado em inúmeros processos. Mais do que isso: até entre seus próprios eleitores já há quem comece a enxergar sua verdadeira face. Agora lembre-se: “olhe para Brasília”. Como bem colocou George Bernard Shaw: “O poder não corrompe os homens; mas os tolos, se chegam a um cargo de poder, corrompem o poder”. A capital da nação verde e amarela é a prova viva disso.

O Brasil corre o risco de repetir o cenário americano caso tenha algum tipo de apoio de Trump, uma reviravolta na opinião pública enquanto o atual presidente continue sua governança desastrosa. E aquele leve empurrão do Congresso, como já observamos nos arranjos. Não podemos esquecer que a base bolsonarista apoiou a candidatura de Alcolumbre, permitindo que, por mais dois anos, nosso país continue com insegurança jurídica, democracia amordaçada, direitos relativizados e, principalmente, uma população sem esperança de futuro.

Precisamos, urgentemente, pensar no futuro que queremos. As sementes estão agora em suas mãos. Não precisamos escolher essa Matrix na qual vivemos. Podemos ter um horizonte longe de figuras populistas, longe dos arranjos do Centrão, que hoje é o maior mal da nação — onde, se jogarem dinheiro na mão, acontece votação.

A escolha é sua, leitor. Mas olhe bem para Brasília antes de decidir.

Coluna de: Kleber Inácio da silva

Graduado em História, com especialização em História e Cultura Afro-Brasileira, além de uma pós-graduação em Literatura Brasileira. Escritor – Membro da Academia Morrinhense de Letras e também integra o Conselho Municipal de Cultura de Morrinhos-GO.

Notícias

NÚCLEO DO PT E IBAMA TEM EMBATE SOBRE EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO: O governo federal avalia substituir a liderança do Ibama para acelerar a concessão da licença para exploração de petróleo na foz do Rio Amazonas. Um dos cotados para assumir o cargo é Márcio Macêdo, ministro da Secretaria-Geral da Presidência e aliado de Lula. A licença foi negada em 2023, e a Petrobras aguarda uma resposta definitiva após recorrer da decisão. A possível mudança na presidência do órgão não afetaria a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que, apesar de contrária à liberação, não se oporia se a decisão for do governo. O Planalto pretende resolver a questão ainda no primeiro trimestre para evitar que o tema interfira na COP30.

O governo acredita que o Ibama tem atrasado o processo para inviabilizar politicamente a licença à medida que a COP30 se aproxima. Para a administração federal, a Petrobras já atendeu todas as exigências técnicas do órgão ambiental, e o atraso na liberação seria motivado por razões políticas. Caso o Ibama não conceda a licença dentro do prazo esperado, a troca de seu comando pode se tornar inevitável. O atual presidente do instituto, Rodrigo Agostinho, ex-deputado federal do PSB, tem histórico de atuação na defesa ambiental no Congresso.

Além do interesse do governo em impulsionar a exploração petrolífera, a liberação da licença atende aos anseios de Davi Alcolumbre, presidente do Senado e principal defensor da iniciativa devido à localização do poço na área marinha do estado do Amapá. Questionado sobre a existência de pressões políticas para a aprovação, Alcolumbre afirmou que o tema cabe ao Ministério das Relações Institucionais. Enquanto isso, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, reforçou que a estatal já cumpriu todas as exigências para obter a licença. Até o momento, Rodrigo Agostinho não se pronunciou sobre o assunto.

ISENÇÃO DE IR PARA QUEM RECEBE ATÉ R$5 MIL SERÁ DISCUTIDA: O presidente Lula afirmou que está confiante na aprovação, pelo Congresso, do projeto que isenta do Imposto de Renda quem recebe até R$ 5 mil mensais, justificando a medida como uma forma de justiça social. Ele mencionou que a proposta já está pronta, mas ainda precisa de ajustes antes de ser enviada ao Legislativo. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou que o modelo de compensação para a correção da tabela do IR já foi definido e agora segue para tramitação formal.

MARCONI É ALVO DE OPERAÇÃO DA PF: Nessa quinta-feira, dia 6 de fevereiro, a Polícia Federal tentou cumprir um mandado de busca e apreensão na casa de Marconi Perillo, porém o ex-governador de Goiás estava em São Paulo no momento em que foi realizada a operação.

São investigados os desvios de recursos públicos da saúde entre os anos de 2012 e 2018. A Operação Panaceia, como foi chamada, expediu 11 mandados de busca e apreensão, dez em Goiânia e um em Brasília. Cerca de R$28 milhões foram bloqueados dos investigados. Além do peculato, os envolvidos podem responder por corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

De acordo com a Polícia Federal, o esquema consistia na contratação de uma organização social pelo Governo de Goiás, que, por sua vez, repassava serviços a empresas vinculadas a políticos e dirigentes da própria entidade. Posteriormente, parte desses recursos retornava para gestores e agentes políticos, caracterizando uma prática ilegal.

STF ANALISARÁ PRIMEIRA DENÚNCIA SOBRE DESVIOS EM EMENDAS PARLAMENTARES: A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal julgará, em 25 de fevereiro, a primeira denúncia relacionada a investigações sobre desvios de emendas parlamentares.

Sob a relatoria do ministro Cristiano Zanin, os ministros decidirão se os deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Bosco Costa (PL-SE) e Pastor Gil (PL-MA) se tornarão réus por corrupção passiva e organização criminosa.

A Procuradoria-Geral da República aponta que cerca de R$ 1,6 milhão em emendas destinadas ao município de São José de Ribamar (MA) teriam sido desviados.

Segundo a Polícia Federal, o esquema envolvia tentativas de extorsão à prefeitura para que parte dos recursos retornasse aos parlamentares. Apesar do dinheiro não ter sido devolvido aos deputados, a PGR considera que a conduta já configura corrupção, o que deverá ser debatido no julgamento.

Atualmente, mais de 20 investigações semelhantes tramitam no STF, envolvendo parlamentares com foro privilegiado. Todos os acusados negam envolvimento em irregularidades.

Essa sessão ocorrerá pouco antes de uma reunião entre o ministro Flávio Dino com as novas lideranças do Congresso, onde serão discutidas medidas para aumentar a transparência na destinação de emendas.

Texto: Jordana zagury

Edição: Álif Pamponet

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